Ponto importante a se destacar: a atuação dos atores principais, Sean Patrick Flanery dá um show de interpretação no papel do Serial Killer/Demônio Edward e o faz com maestria quando performa a dualidade entre um e outro a ponto de ao mesmo tempo o espectador se pegar em um misto de compaixão e medo pela personagem. Jordan Belfi não fica atrás, com a atuação de um psiquiatra cheio de si que aos poucos vai perdendo essa pose ao perceber que “Há mais coisas entre o céu e a terra do que pode imaginar nossa vã filosofia (William Shakespeare).”
No decorrer do filme, quando salta da introdução para o desenvolvimento nota-se que há muito mais questões filosóficas/teológicas envolvidas do que somente a questão sobrenatural, com diálogos carregados de frases que fazem repensar sobre a temática espiritual e sua contextualização nos tempos atuais. Além de levantar questões como aborto e eutanásia. E aqui abro um parênteses, é muito importante que o espectador fique atento a esses diálogos, pois serão a linha mestre que conduzirá todo o filme. É um filme que envolve e mostra como o poder da manipulação e as pequenas concessões podem levar alguém à ruína.
Mas sobre o que especificamente trata o filme? Sobre possessão e manipulação sob a ótica cristã. Não é um filme fácil, mas muito necessário! Vale a pena ser assistido e refletido, desconstruindo qualquer viés ideológico. O que tirei do filme: a célebre frase de Thomas Hobbes já citada acima – “O homem é o lobo do homem”.
Onde assistir: Youtube / Google Play / Apple TV

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